quarta-feira, 11 de maio de 2011

Coisas da vida!

Um mês se passou e sinceramente, ao sentar na frente do computador, cheguei a conclusão que nada mudou (talvez uns quilos a mais), então, melhor nem tocarmos no assunto, o ideal mesmo é mudar de rumo, porque esse negócio de "a gente conversa, a gente se entende" passou longe de mim.

Tenho TPM, crises de choro e de riso, tenho raiva, às vezes, paixão por coisas, pessoas e momentos. Sou um conjunto de verbos. Sinto saudade, alegria e solidão. Sinto muito, sinto a todo momento, sinto com os olhos o frescor do vento. Ando sozinha, sem  rumo, com pressa e pela calçada. Ando ouvindo música, fazendo planos e dando risada. Espero por surpresas, por pessoas, por momentos, por resultados. Espero em vão, espero em pé, que dê certo, espero sentada. Ouço música, pássaros e o barulho das buzinas. Odeio muita gente, odeio algumas situações, odeio fila de banco, mas adoro receber meu salário. Adoro cantar no chuveiro, assistir tv e pintar as unhas. Adoro conversar, dar risada e lavar roupa. Alguns filmes eu já vi mil vezes, de outros não passei da metade, com alguns eu chorei, com outros me identifiquei, com outros, ainda, me irritei. Sonho com um bom emprego, e sonho que estou voando de vez em quando, sonho acordada e sonho, pra mim, tem que ser de chocolate. 

Para Daiana Geremias (dona do texto) o sonho tem que ser de creme.


quinta-feira, 14 de abril de 2011

Primeira batalha vencida!

Consegui! Aceito muitos parabéns! Fui demitida (você não deve estar entendendo muita coisa, é uma longa história, mas o que interessa mesmo é que consegui o que queria, minha demissão).
Agora sim poderei começar a curtir minha nova vida, minha vida de (mulher, esposa, filha, amante, amiga, irmã, tia...) mãe. Confesso que não sei bem por onde começar (as coisas continuam meio confusas).
Tantas coisas preciso reaprender a notar, a verdade é que quero recuperar aquela maneira de olhar de adolescente, olhar que mostra que tudo é possível, que o mundo é pequeno diante do meu querer, que as pessoas são boas enquanto me convém e não ter preocupações em relação as palavras que saem da minha boca. Isso seria realmente estonteante! 
É isso, ao invés de procurar psicólogos, vou procurar cabeleireiros, vou trocar endocrinologistas por professores de academia, trocar tardes de café com a família por noitadas na ergométrica, revitas de moda (que fico apenas a olhar sem poder vestir) por revistas tipo "NOVA", trocar DR's com o maridão por belas noitadas (literalmente). Você tem idéia melhor?!




"Quando agredida, a natureza não se defende. Apenas se vinga." 
Albert Einstein

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Embarcando Luna!

De repente minha cunhada [que mora em São Paulo e veio nos visitar] resolveu arrumar um gato, como ela estava mesmo decidida, a acompanhamos até a feira [onde tem doações de animais] e foi amor a primeira vista, uma linda gatinha de 2 meses e de 3 cores encantou a cu[nhada]. Teve o fato ainda da pobre dona da gata ficar até chorando com dó de doar aquela coisinha fofa de olhos azuis, porque a mãe [Lua] morreu durante o parto e ela se apegou muito com os filhotes que sobreviveram, foi um belo chororo... e em razão disso a gatinha foi batizada com o nome de Luna em homenagem a sua mamãe... Fomos então para a próxima etapa, as vacinas, a caixinha de areia, a areia, a ração, os brinquedos, entre outros.
Só por curiosidade da sua parte, minha cunhada é casada, tem um filho e estava o tempo todo acompanhada por eles, que também se apaixonaram pela Luna.
Luna e seus olhos azuis...
Enfim, voltamos para casa, e começou um novo dilema, como embarcar a gata [eles vieram de ônibus]?!
Ela ligou na central da viação e conseguiu a informação de que precisava de gaiola para gatos e atestado do veterinário [afff...], a sorte é que o marido dela tem uma parente que é dona de uma clínica veterinária, então, só restou um problema, o fato deles não se falarem a um bom tempo e ninguém queria ligar [incrível que esses homens não fazem nada e ainda tem vergonha de pegar no telefone e pedir um favor para a conhecida dele], depois de muito esforço a cu[nhada] ligou e conseguiu tudo. Ótimo [pensamos], agora é só embarcar!
Estava em cima da hora para pegar o ônibus, o meu maridão liga para eu pegá-lo antes de deixar a trupi na rodoviária [ele queria se despedir], e ficamos mais atrasados ainda. Pedi para o marido da cu[nhada] colocar as coisas no porta-malas [você deve estar pensando: "Nossa, como ela é lenta?"... ] e quando fomos entrar no carro, advinha onde ele colocou a Luna?! Sim! No porta-malas. A gata quase pirou de tanto miar e tantar se livrar daquela grade branca que estava a sua frente atrapalhando. Mas, o problema nem foi esse, começou mesmo quando a cu[nhada] mostrou a documentação da Luna e a gaiola dizendo:
Cu[nhada]: - Eu já me informei dos procedimentos para embarcar a gata e está tudo certinho, estão aqui os documentos e ela está na gaiolinha...
Motorista: - Tudo bem, mas se algum passageiro tiver alergia ou reclamar da presença do gato teremos que deixá-lo na estrada.
Cu[nhada]: - Capaz! Eu não fui informada que deixariam minha gata na estrada, liguei e pedi informação antes...
Motorista: - Pois agora estou lhe informando...
Cu[nhada]: - Eu não vou deixar a minha gata na estrada, ela vai embarcar, segui corretamente os procedimentos...
O motorista chamou mais dois homens para conversar com ela.
Homens: - O que está acontecendo?
Cu[nhada]: - Nada, além do fato desse Senhor querer deixar minha gata na estrada. Estou com a documentação em ordem e não foi essa informação que obtive...
Homens: - Não é bem assim, nós vamos conversar com os passageiros e se não houver nenhum questionamento, a Senhora poderá embarcar sua gata.
A cu[nhada] se acalmou, mas não vimos nem ouvimos nenhuma conversa, e a Luna embarcou.
Foi uma bela confusão que começou devido a falta de educação e pela maneira de falar de um troglodita... ainda bem que foi resolvida com sucesso... pobre Luna!!!

Luna com 64 dias de muita moleza...

domingo, 10 de abril de 2011

Para você com amor!

Quantas vezes me peguei imaginando como seria bom ser como fulana, uma pessoa alto astral, de coração aberto para o mundo, para o bem, para vida e mente saudáveis. Fulana que me serviu de inspiração para poemas na adolescência, que foi o lado correto do espelho, enquanto eu vivia de tropeços tentando acertar os mesmos movimentos. Fulana que eu amo, que me fez sorrir e chorar por coisas boas, más, perdoáveis, aceitáveis... e que agora está se tornando minha tão grande decepção. Choro sim, por estar perdendo para o mundo a pessoa que escolhi como exemplo de vida, por ver uma pessoa incrivelmente linda e especial, dedicar-se em sofrer, em chorar, em cair e viver rastejando sem coragem de levantar, por ver essa pessoa tão importante para mim, aceitar ouvir coisas deprimentes e o pior, se contentar com tão pouco.
A vida prega peças, e se não conseguimos transformar isso em benefício para nós, temos que pular fora do barco e buscar ajuda em um navio capaz de transportar maiores bagagens [boas e ruins], com tripulação treinada para salvar vidas e é isso que estou fazendo. Não desisti em nenhum momento de você, pois eu te amo. Você é quem está desistindo.



"Não sei, mas ultimamente tenho achado esse dia-após-dia tão irreal, tão insano - tão menos de mim a cada minuto que passa - que os momentos de LOUCURA andam ganhando contornos dos mais reais. Parecem ser neles que meu espírito, aquele mais verdadeiro e íntimo pedaço de mim - ou talvez o meu eu inteiro - se mostra mais palpável, sabe? (Menos névoa solta nesse IMENSO ponto de interrogação)"
Emprestado de Leila Saads

quinta-feira, 7 de abril de 2011

... ufa!

Demorei... mas voltei! Se quer saber, não, ainda não me encontrei... e para ser sincera [comigo e contigo] não sei se vou me encontrar!
Claro! As nuvens estão mais leves, a chuva está se acalmando, ainda não coloquei tudo no lugar, não dormi direito, não parei de chorar... mas comecei a receber boas notícias...
Sabe aquele gerente que comentei?! Acho que vou me livrar dele, nada como um funcionário, um gerente e um advogado no meio!!!



De pau para cacete... 

Meu baby está completando 6 meses hoje, muito tudo, amor da minha vida, razão da minha existência. Mesmo constatando que o meu guri que não dava trabalho, que quase não chorava, não gritava, não esperneava para trocar fraldas... está crescendo e mudando, fico imensamente feliz pelo seu desenvolvimento saudável e notável. Te amo cheirinho!



De cacete para alguma coisa aí...

Estava "passeando" pelos blogs a fora e me deparo com uma história muito interessante, de Karen [http://sempregordinha.blogspot.com], uma pessoa extremamente determinada e apaixonada pela vida. A ti Karen, minha admiração!

Para pensar:

"Quando se controla excessivamente a vida, há cada vez menos vida a controlar", está escrito no livro Mulheres Que Correm Com Os Lobos, da psiquiatra Clarissa Pinkola Estés. Que graça tem a vida com o excesso de controle e regras? De que elas adiantam na hora que uma enchente ataca sua casa? Você pode regrar a vida? Pode colocar-lhe rédeas? Talvez possamos evitar catástrofes, controlando excessivamente a vida... Será?? Fato é que esta frase me inspira muitas reflexões. O que ela traz para você? 


Emprestado de Renata Batista. 

segunda-feira, 4 de abril de 2011

...

Sabe quando está acontecendo um temporal e está aquela confusão e de repente... tudo acaba... você olha em volta e está uma verdadeira bagunça, árvores caídas, casas destelhadas, postes tombando, carros amassados??!? ... então, é assim que me sinto. Preciso colocar tudo no lugar e não sei por onde começar, talvez eu resolva dormir...
Poxa, você nem para me dizer o que fazer né...!?!?!
Vou tentar me encontrar, volto  mais tarde.

domingo, 3 de abril de 2011

Simples

- Então é disso que você gosta? De amor impossível, de conflito, de bagunça?
- Exatamente. Com duas gotinhas de adoçante. (Daiana Geremias)

Esse negócio de viver na mais pura rotina não faz parte de mim, piro só de pensar por mais quanto tempo isso vai durar...