quinta-feira, 14 de abril de 2011

Primeira batalha vencida!

Consegui! Aceito muitos parabéns! Fui demitida (você não deve estar entendendo muita coisa, é uma longa história, mas o que interessa mesmo é que consegui o que queria, minha demissão).
Agora sim poderei começar a curtir minha nova vida, minha vida de (mulher, esposa, filha, amante, amiga, irmã, tia...) mãe. Confesso que não sei bem por onde começar (as coisas continuam meio confusas).
Tantas coisas preciso reaprender a notar, a verdade é que quero recuperar aquela maneira de olhar de adolescente, olhar que mostra que tudo é possível, que o mundo é pequeno diante do meu querer, que as pessoas são boas enquanto me convém e não ter preocupações em relação as palavras que saem da minha boca. Isso seria realmente estonteante! 
É isso, ao invés de procurar psicólogos, vou procurar cabeleireiros, vou trocar endocrinologistas por professores de academia, trocar tardes de café com a família por noitadas na ergométrica, revitas de moda (que fico apenas a olhar sem poder vestir) por revistas tipo "NOVA", trocar DR's com o maridão por belas noitadas (literalmente). Você tem idéia melhor?!




"Quando agredida, a natureza não se defende. Apenas se vinga." 
Albert Einstein

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Embarcando Luna!

De repente minha cunhada [que mora em São Paulo e veio nos visitar] resolveu arrumar um gato, como ela estava mesmo decidida, a acompanhamos até a feira [onde tem doações de animais] e foi amor a primeira vista, uma linda gatinha de 2 meses e de 3 cores encantou a cu[nhada]. Teve o fato ainda da pobre dona da gata ficar até chorando com dó de doar aquela coisinha fofa de olhos azuis, porque a mãe [Lua] morreu durante o parto e ela se apegou muito com os filhotes que sobreviveram, foi um belo chororo... e em razão disso a gatinha foi batizada com o nome de Luna em homenagem a sua mamãe... Fomos então para a próxima etapa, as vacinas, a caixinha de areia, a areia, a ração, os brinquedos, entre outros.
Só por curiosidade da sua parte, minha cunhada é casada, tem um filho e estava o tempo todo acompanhada por eles, que também se apaixonaram pela Luna.
Luna e seus olhos azuis...
Enfim, voltamos para casa, e começou um novo dilema, como embarcar a gata [eles vieram de ônibus]?!
Ela ligou na central da viação e conseguiu a informação de que precisava de gaiola para gatos e atestado do veterinário [afff...], a sorte é que o marido dela tem uma parente que é dona de uma clínica veterinária, então, só restou um problema, o fato deles não se falarem a um bom tempo e ninguém queria ligar [incrível que esses homens não fazem nada e ainda tem vergonha de pegar no telefone e pedir um favor para a conhecida dele], depois de muito esforço a cu[nhada] ligou e conseguiu tudo. Ótimo [pensamos], agora é só embarcar!
Estava em cima da hora para pegar o ônibus, o meu maridão liga para eu pegá-lo antes de deixar a trupi na rodoviária [ele queria se despedir], e ficamos mais atrasados ainda. Pedi para o marido da cu[nhada] colocar as coisas no porta-malas [você deve estar pensando: "Nossa, como ela é lenta?"... ] e quando fomos entrar no carro, advinha onde ele colocou a Luna?! Sim! No porta-malas. A gata quase pirou de tanto miar e tantar se livrar daquela grade branca que estava a sua frente atrapalhando. Mas, o problema nem foi esse, começou mesmo quando a cu[nhada] mostrou a documentação da Luna e a gaiola dizendo:
Cu[nhada]: - Eu já me informei dos procedimentos para embarcar a gata e está tudo certinho, estão aqui os documentos e ela está na gaiolinha...
Motorista: - Tudo bem, mas se algum passageiro tiver alergia ou reclamar da presença do gato teremos que deixá-lo na estrada.
Cu[nhada]: - Capaz! Eu não fui informada que deixariam minha gata na estrada, liguei e pedi informação antes...
Motorista: - Pois agora estou lhe informando...
Cu[nhada]: - Eu não vou deixar a minha gata na estrada, ela vai embarcar, segui corretamente os procedimentos...
O motorista chamou mais dois homens para conversar com ela.
Homens: - O que está acontecendo?
Cu[nhada]: - Nada, além do fato desse Senhor querer deixar minha gata na estrada. Estou com a documentação em ordem e não foi essa informação que obtive...
Homens: - Não é bem assim, nós vamos conversar com os passageiros e se não houver nenhum questionamento, a Senhora poderá embarcar sua gata.
A cu[nhada] se acalmou, mas não vimos nem ouvimos nenhuma conversa, e a Luna embarcou.
Foi uma bela confusão que começou devido a falta de educação e pela maneira de falar de um troglodita... ainda bem que foi resolvida com sucesso... pobre Luna!!!

Luna com 64 dias de muita moleza...

domingo, 10 de abril de 2011

Para você com amor!

Quantas vezes me peguei imaginando como seria bom ser como fulana, uma pessoa alto astral, de coração aberto para o mundo, para o bem, para vida e mente saudáveis. Fulana que me serviu de inspiração para poemas na adolescência, que foi o lado correto do espelho, enquanto eu vivia de tropeços tentando acertar os mesmos movimentos. Fulana que eu amo, que me fez sorrir e chorar por coisas boas, más, perdoáveis, aceitáveis... e que agora está se tornando minha tão grande decepção. Choro sim, por estar perdendo para o mundo a pessoa que escolhi como exemplo de vida, por ver uma pessoa incrivelmente linda e especial, dedicar-se em sofrer, em chorar, em cair e viver rastejando sem coragem de levantar, por ver essa pessoa tão importante para mim, aceitar ouvir coisas deprimentes e o pior, se contentar com tão pouco.
A vida prega peças, e se não conseguimos transformar isso em benefício para nós, temos que pular fora do barco e buscar ajuda em um navio capaz de transportar maiores bagagens [boas e ruins], com tripulação treinada para salvar vidas e é isso que estou fazendo. Não desisti em nenhum momento de você, pois eu te amo. Você é quem está desistindo.



"Não sei, mas ultimamente tenho achado esse dia-após-dia tão irreal, tão insano - tão menos de mim a cada minuto que passa - que os momentos de LOUCURA andam ganhando contornos dos mais reais. Parecem ser neles que meu espírito, aquele mais verdadeiro e íntimo pedaço de mim - ou talvez o meu eu inteiro - se mostra mais palpável, sabe? (Menos névoa solta nesse IMENSO ponto de interrogação)"
Emprestado de Leila Saads